À Paz Econômica Mundial
sábado, junho 27th, 2009Mais um texto do meu amigo André Galhardo.
São Paulo, 30 de maio de 2009.
À Paz Econômica Mundial
Tendo lido alguns artigos sobre comportamento humano, ganância e outros sentimentos intrínsecos ao homem, deparei-me com a encruzilhada a qual Karl Marx ficou perdido há muito tempo atrás.
Será que a luta dos grandes comunistas era de fato contra a classe opressora? Será que estes comunistas tinham tamanha benevolência pelos oprimidos a ponto de querer burlar a lei do mais forte, ou como se disse um dia, o darwinismo social?
Analisando-os mais a fundo, em algumas personalidades deste tipo, temos o comportamento humano como estudo mais aflorado. E talvez por conhecer um pouco mais do nosso interior, do nosso potencial de destruição e persuasão, estes pensadores estavam de certo modo pressentindo que o que era ruim naquela época, poderia vir a ser pior no futuro caso nenhuma atitude fosse tomada.
A grande luta em questão era então, a luta entre uma mente desenvolvida contra muitas outras mentes que apesar de grandes máquinas traziam com ela a ganância.
O grande vilão não é o capital ou o capitalismo, o monstro que hoje nos assola é o anseio dos seres que vivem pelo sistema econômico atual.
Não é incomum em datas como a de hoje (pós-mergulho em uma recessão) vermos notícias como: “Por enquanto a França estatizante saí-se melhor que o liberal Reino Unido” – The Economist. O que acontece na realidade é que o poder é trocado de mãos, vai para algo ou alguém cujo espírito destruidor e ganancioso encontra-se inerte.
Não me surpreenderei se ao final da próxima grande recessão a notícia for: Por enquanto o liberal Reino Unido saí-se melhor que a França estatizante.
Desta até a próxima crise, é possível e provável que o Estado francês alie-se à ou adquira ganância, e que os liberais ingleses aliem-se ao espírito de cautela e reconstrução, para que se possa alcançar um sistema econômico e social pelo menos mais justo.
É somente uma questão de tempo!
Atenciosamente,
André Galhardo