Fabianismo
sexta-feira, março 27th, 2009Texto feito pelo meu amigo André Galhardo.
Fabianismo
Existe hoje, ao contrário do período que pretendemos estudar (1830-1950) - época em que as revoluções, sobretudo a francesa, causavam entusiasmo e medo, e o socialismo em sua forma reformista-progressista (evolucionária) perde suas forças respectivamente - incontáveis correntes de pensamento.
Seria muito mais fácil, mas não tão prazeroso se pudéssemos escolher esse ou aquele movimento, como o libertador ou que pudesse acoroçoar a classe operária a conquistar o direto que é de todos e que seja ao mesmo tempo, mantenedor do capitalismo, evidentemente após suas reformas necessárias.
Para manter essa procura pelo sistema econômico ideal não poderíamos deixar de fora a linha de pensamento que mesclou os ideais de Karl Marx, o pai do socialismo revolucionário com o progresso econômico que o capitalismo nos trouxe, o Fabianismo.
A história nos mostra que as mudanças de sistemas político, econômico ou social por meio da força, nem sempre fizeram os cidadãos comuns e seus agentes revolucionários colher bons frutos, e nem sempre a tomada do poder por meio de uma ruptura ficou por muito tempo no comando, em muitos casos as forças revolucionárias tomavam o poder e logo o tinham de se entregar aos antigos domínios.
Uma prova cabal do cansaço de revoluções é o pioneirismo da Alemanha e Inglaterra (país com diversas divisões geográficas e econômicas, condições que os fizeram sofrer a partir de 1789, e outro com um alto grau de desenvolvimento econômico respectivamente). Não existem provas concretas, mas no caso da Inglaterra o fortalecimento do capitalismo pode ter inibido organizações revolucionárias, seja pela opressão, seja pela promessa de dias melhores (que nunca viriam), no caso da Alemanha a disputa maciça pelo domínio de regiões próximas, a luta contra os movimentos carbonários, jacobinos, entre outros, forçaram intelectuais da esfera econômica imaginarem uma mudança sem o uso da população – como eram feitas as lutas sociais da época – , ou seja, sem o uso da força.
Quase que simultaneamente ao aparecimento do fabianismo surgiu então em território alemão os revisionistas, movidos pela inteligência racional de que não haveria reforma econômica contra o emergente capitalismo moderno por meio da força.
O pensamento racional dos ingleses e alemães no século XIX deve servir de exemplo, afinal em tempos de crise (1929, 1980, 2007) o capitalismo é posto em xeque e o que deveria ser regra, entra no contexto como exceção, princípios fabianos são postos em prática – o capitalismo não deve ser arrebatado e sim reformado, e ao contrário do que dizia Marx, o estado seria a porta de entrada dos fabianos em cena – e como mágica a roda da economia volta a girar.
Para os mais desavisados a via onde a roda do capitalismo desliza é Fabiana, afinal, a ganância dos capitalistas – que não são mais meros integrantes do partido de tóris – coloca seu sistema em desalinho.
E com esperança de que em alguma dessas desordens do atual sistema econômico, o fabianismo venha para corrigir os erros sociais que o capitalismo vem cometendo sem pudor, venha nos mostrar que o capitalismo pode ser bom e que o socialismo pode ser sinônimo de liberdade individual e econômica, pedimos:
FABIANOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS.



Jordan Belfort era um ex-empresário falido quando começou a trabalhar com ações, seu primeiro emprego no ramo foi que eles chamam de conector ( isso em 1987 ), ele ligava nas empresas tentando conseguir um bom contato para vender ações.